Instruções: Leiam o excerto abaixo e deixem um comentário da seguinte forma:
O primeiro a postar comenta o texto lido. O segundo, depois de ler, comentará o comentário do primeiro, e assim sucessivamente. ( Esta atividade faz parte da Bateria de Exercícios.)
Freud e o inconsciente
Freud distinguiu três níveis de consciência, na sua inicial divisão topográfica da mente:
- Consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;
- Pré-consciente - relaciona-se com os conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;
- Inconsciente - refere-se ao material não disponível à consciência ou ao escrutínio do indivíduo.
No entanto, o ponto nuclear da abordagem psicanalítica de Freud é a convicção da existência do inconsciente como:
a) Um receptáculo de lembranças traumáticas reprimidas;
b) Um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.
A perspectiva psicanalítica de Freud surgiu no início do século XX, dando especial importância às forças inconscientes que motivam o comportamento humano. Freud, baseado na sua experiência clínica, acreditava que a fonte das perturbações emocionais residia nas experiências traumáticas reprimidas nos primeiros anos de vida. Desta forma, assumia que os conteúdos inconscientes, apenas se encontravam disponíveis para a consciência, de forma disfarçada (através de sonhos e lapsos de linguagem, por exemplo). Neste sentido, Freud desenvolveu a psicanálise, uma abordagem terapêutica que tem por objectivo dar a conhecer às pessoas os seus próprios conflitos emocionais inconscientes. Freud acreditava que a personalidade forma-se nos primeiros anos de vida, quando as crianças lidam com os conflitos entre os impulsos biológicos inatos, ligados às pulsões e às exigências da sociedade.
Considerou que estes conflitos ocorrem numa sequência invariante de fases baseadas na maturação do desenvolvimento psicossexual, no qual a gratificação se desloca de uma zona do corpo para outra – da zona oral para a anal e depois para a zona genital. Em cada fase, o comportamento, que é a principal fonte de gratificação, muda – da alimentação para a eliminação e, eventualmente, para a actividade sexual.
Das cinco fases do desenvolvimento da personalidade, Freud considerou as três primeiras - relativas aos primeiros anos de vida – como sendo cruciais. Sugeriu que, o facto das crianças receberem muita ou pouca gratificação em qualquer uma destas fases, pode levar ao risco de fixação – uma paragem no desenvolvimento – e podem precisar de ajuda para ir para além da fase dessa fase. Acreditava ainda que as manifestações de fixações na infância emergiam em adulto.
Segundo Freud, durante a fase fálica, no período pré-escolar, quando a zona de prazer muda para os genitais, ocorre um acontecimento-chave no desenvolvimento psicossexual: os rapazes desenvolvem uma ligação ou vínculo sexual à mãe e as raparigas ao pai e vêem como rival a figura parental do mesmo sexo (denominado de “Complexo de Édipo”); o rapaz aprende que a rapariga não tem pénis, assumindo que aquele foi cortado e teme que o seu pai o possa também castrar. A rapariga, por sua vez, experiencia, o que Freud chamou de inveja do pénis e culpa a sua mãe por não lhe ter dado um pénis. Possivelmente, as crianças resolvem a sua angústia identificando-se com a figura parental do mesmo sexo. Durante o período escolar, fase da latência, as crianças acalmam, socializam-se, desenvolvem competências e aprendem acerca de si própria e da sociedade. A fase genital, a última fase subsiste pela vida adulta. As mudanças físicas da puberdade reactivam a libido, a energia que alimenta as pulsões sexuais.
As pulsões sexuais da fase fálica, reprimidas durante a latência, voltam a emergir para fluir de uma forma socialmente aceite, naquilo que Freud definiu como relações heterossexuais com pessoas forra da família de origem.
Freud propôs ainda três hipotéticas instâncias da personalidade: o id, o ego e o superego.
O id é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre activas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id.
Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, logo que encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.
Obstáculo ao Crescimento: a Ansiedade
Para Freud, o principal problema da psique é encontrar maneiras de enfrentar a ansiedade. Esta é provocada por um aumento, esperado ou previsto, da tensão ou desprazer, podendo se desenvolver em qualquer situação (real ou imaginada), quando a ameaça a alguma parte do corpo ou da psique é muito grande para ser ignorada, dominada ou descarregada. As situações prototípicas que causam ansiedade incluem as seguintes:
1. Perda de um objecto desejado - Por exemplo, uma criança privada de um dos pais, de um amigo íntimo ou de um animal de estimação.2. Perda de amor - A rejeição ou o fracasso em reconquistar o amor, por exemplo, ou a desaprovação de alguém que lhe importa.3. Perda de identidade - É o caso, por exemplo, daquilo que Freud chama de medo de castração, da perda de prestígio, de ser ridicularizado em público.4. Perda de auto-estima -. Por exemplo a desaprovação do Superego por actos ou traições que resultam em culpa ou ódio em relação a si mesmo.
A ameaça desses ou de outros eventos causa ansiedade e haveria, segundo Freud, dois modos de diminuir a ansiedade. O primeiro modo seria lidando directamente com a situação. Resolvemos problemas, superamos obstáculos, enfrentamos ou fugimos de ameaças, e chegamos a termo de um problema a fim de minimizar seu impacto. Desta forma, lutamos para eliminar dificuldades e diminuir probabilidades de sua repetição, reduzindo, assim, as perspectivas de ansiedade adicional no futuro.
A outra forma de defesa contra a ansiedade deforma ou nega a própria situação. O Ego protege a personalidade contra a ameaça, falsificando a natureza desta. Os modos pelos quais se dão as distorções são denominados Mecanismos de Defesa.
Mecanismos de defesa
Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intrusivo, o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade externa.
Devido a esse jogo de forças presente na mente, em que as mesmas se opõem e lutam entre si, surge a ansiedade cuja função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em acção para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso (para problemas que é incapaz de resolver), ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada.
No que toca ao fortalecimento do ego, a eficiência desses mecanismos depende do nível de integração dessas forças mentais conflituosas por parte do ego, pois diferentes modalidades de formação de compromisso poderão (ou não) vir a tornar-se sintomas psiconeuróticos.
Quanto mais o ego estiver bloqueado em seu desenvolvimento, por estar enredado em antigos conflitos (fixações), apegando-se a modos arcaicos de funcionamento, maior é a possibilidade de sucumbir a essas forças.
Os principais mecanismos de defesa são os seguintes:
1. Repressão - retirada de ideia, afectos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.
2. Formação reactiva - fixação de uma ideia, afecto ou desejo na consciência , opostos ao impulso inconsciente temido.
3. Projecção - sentimentos próprios indesejáveis são atribuídos a outras pessoas.
4. Regressão - retorno a formas de gratificação de fases anteriores, devido aos conflitos que surgem em estágios posteriores do desenvolvimento.
5. Racionalização - substituição do verdadeiro, porém assustador, motivo do comportamento por uma explicação razoável e segura.
6. Negação - recusa consciente para perceber fatos perturbadores. Retira do indivíduo não só a percepção necessária para lidar com os desafios externos, mas também a capacidade de valer-se de estratégias de sobrevivência adequadas.
7. Deslocamento - redireccionamento de um impulso para um alvo substituto.
8. Anulação - através de uma acção, busca-se o cancelamento da experiência prévia e desagradável.
9. Interjeição - estreitamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade, certas características de outras pessoas.
10. Sublimação - parte da energia investida nos impulsos sexuais é direccionada à consecução de realizações socialmente aceitáveis (e.g., artísticas ou científicas).
Em suma, a teoria de Freud constituiu uma importante contribuição histórica. Fez-nos tomar consciência dos pensamentos e emoções inconscientes, da ambivalência das relações precoces de pais e filhos, e da presença, desde o nascimento, de pulsões sexuais. O seu método psicanalítico influenciou muito a psicoterapia actual, embora a teoria freudiana se inscreva largamente na história e sociedade da época (na cultura europeia da época Vitoriana).
Bibliografia:
Livro de Psicologia “Mundo da Criança” de Diane E. Papalia, Sally Wendkos Olds e Ruth Duskin Feldman.
O primeiro a postar comenta o texto lido. O segundo, depois de ler, comentará o comentário do primeiro, e assim sucessivamente. ( Esta atividade faz parte da Bateria de Exercícios.)
Freud e o inconsciente
Freud distinguiu três níveis de consciência, na sua inicial divisão topográfica da mente:
- Consciente - diz respeito à capacidade de ter percepção dos sentimentos, pensamentos, lembranças e fantasias do momento;
- Pré-consciente - relaciona-se com os conteúdos que podem facilmente chegar à consciência;
- Inconsciente - refere-se ao material não disponível à consciência ou ao escrutínio do indivíduo.
No entanto, o ponto nuclear da abordagem psicanalítica de Freud é a convicção da existência do inconsciente como:
a) Um receptáculo de lembranças traumáticas reprimidas;
b) Um reservatório de impulsos que constituem fonte de ansiedade, por serem socialmente ou eticamente inaceitáveis para o indivíduo.
A perspectiva psicanalítica de Freud surgiu no início do século XX, dando especial importância às forças inconscientes que motivam o comportamento humano. Freud, baseado na sua experiência clínica, acreditava que a fonte das perturbações emocionais residia nas experiências traumáticas reprimidas nos primeiros anos de vida. Desta forma, assumia que os conteúdos inconscientes, apenas se encontravam disponíveis para a consciência, de forma disfarçada (através de sonhos e lapsos de linguagem, por exemplo). Neste sentido, Freud desenvolveu a psicanálise, uma abordagem terapêutica que tem por objectivo dar a conhecer às pessoas os seus próprios conflitos emocionais inconscientes. Freud acreditava que a personalidade forma-se nos primeiros anos de vida, quando as crianças lidam com os conflitos entre os impulsos biológicos inatos, ligados às pulsões e às exigências da sociedade.
Considerou que estes conflitos ocorrem numa sequência invariante de fases baseadas na maturação do desenvolvimento psicossexual, no qual a gratificação se desloca de uma zona do corpo para outra – da zona oral para a anal e depois para a zona genital. Em cada fase, o comportamento, que é a principal fonte de gratificação, muda – da alimentação para a eliminação e, eventualmente, para a actividade sexual.
Das cinco fases do desenvolvimento da personalidade, Freud considerou as três primeiras - relativas aos primeiros anos de vida – como sendo cruciais. Sugeriu que, o facto das crianças receberem muita ou pouca gratificação em qualquer uma destas fases, pode levar ao risco de fixação – uma paragem no desenvolvimento – e podem precisar de ajuda para ir para além da fase dessa fase. Acreditava ainda que as manifestações de fixações na infância emergiam em adulto.
Segundo Freud, durante a fase fálica, no período pré-escolar, quando a zona de prazer muda para os genitais, ocorre um acontecimento-chave no desenvolvimento psicossexual: os rapazes desenvolvem uma ligação ou vínculo sexual à mãe e as raparigas ao pai e vêem como rival a figura parental do mesmo sexo (denominado de “Complexo de Édipo”); o rapaz aprende que a rapariga não tem pénis, assumindo que aquele foi cortado e teme que o seu pai o possa também castrar. A rapariga, por sua vez, experiencia, o que Freud chamou de inveja do pénis e culpa a sua mãe por não lhe ter dado um pénis. Possivelmente, as crianças resolvem a sua angústia identificando-se com a figura parental do mesmo sexo. Durante o período escolar, fase da latência, as crianças acalmam, socializam-se, desenvolvem competências e aprendem acerca de si própria e da sociedade. A fase genital, a última fase subsiste pela vida adulta. As mudanças físicas da puberdade reactivam a libido, a energia que alimenta as pulsões sexuais.
As pulsões sexuais da fase fálica, reprimidas durante a latência, voltam a emergir para fluir de uma forma socialmente aceite, naquilo que Freud definiu como relações heterossexuais com pessoas forra da família de origem.
Freud propôs ainda três hipotéticas instâncias da personalidade: o id, o ego e o superego.
O id é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre activas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis.
O ego funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id.
Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, logo que encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. Apenas parcialmente consciente, o superego serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição.
Obstáculo ao Crescimento: a Ansiedade
Para Freud, o principal problema da psique é encontrar maneiras de enfrentar a ansiedade. Esta é provocada por um aumento, esperado ou previsto, da tensão ou desprazer, podendo se desenvolver em qualquer situação (real ou imaginada), quando a ameaça a alguma parte do corpo ou da psique é muito grande para ser ignorada, dominada ou descarregada. As situações prototípicas que causam ansiedade incluem as seguintes:
1. Perda de um objecto desejado - Por exemplo, uma criança privada de um dos pais, de um amigo íntimo ou de um animal de estimação.2. Perda de amor - A rejeição ou o fracasso em reconquistar o amor, por exemplo, ou a desaprovação de alguém que lhe importa.3. Perda de identidade - É o caso, por exemplo, daquilo que Freud chama de medo de castração, da perda de prestígio, de ser ridicularizado em público.4. Perda de auto-estima -. Por exemplo a desaprovação do Superego por actos ou traições que resultam em culpa ou ódio em relação a si mesmo.
A ameaça desses ou de outros eventos causa ansiedade e haveria, segundo Freud, dois modos de diminuir a ansiedade. O primeiro modo seria lidando directamente com a situação. Resolvemos problemas, superamos obstáculos, enfrentamos ou fugimos de ameaças, e chegamos a termo de um problema a fim de minimizar seu impacto. Desta forma, lutamos para eliminar dificuldades e diminuir probabilidades de sua repetição, reduzindo, assim, as perspectivas de ansiedade adicional no futuro.
A outra forma de defesa contra a ansiedade deforma ou nega a própria situação. O Ego protege a personalidade contra a ameaça, falsificando a natureza desta. Os modos pelos quais se dão as distorções são denominados Mecanismos de Defesa.
Mecanismos de defesa
Mecanismos de defesa são processos psíquicos inconscientes que aliviam o ego do estado de tensão psíquica entre o id intrusivo, o superego ameaçador e as fortes pressões que emanam da realidade externa.
Devido a esse jogo de forças presente na mente, em que as mesmas se opõem e lutam entre si, surge a ansiedade cuja função é a de assinalar um perigo interno. Esses mecanismos entram em acção para possibilitar que o ego estabeleça soluções de compromisso (para problemas que é incapaz de resolver), ao permitir que alguns componentes dos conteúdos mentais indesejáveis cheguem à consciência de forma disfarçada.
No que toca ao fortalecimento do ego, a eficiência desses mecanismos depende do nível de integração dessas forças mentais conflituosas por parte do ego, pois diferentes modalidades de formação de compromisso poderão (ou não) vir a tornar-se sintomas psiconeuróticos.
Quanto mais o ego estiver bloqueado em seu desenvolvimento, por estar enredado em antigos conflitos (fixações), apegando-se a modos arcaicos de funcionamento, maior é a possibilidade de sucumbir a essas forças.
Os principais mecanismos de defesa são os seguintes:
1. Repressão - retirada de ideia, afectos ou desejos perturbadores da consciência, pressionando-os para o inconsciente.
2. Formação reactiva - fixação de uma ideia, afecto ou desejo na consciência , opostos ao impulso inconsciente temido.
3. Projecção - sentimentos próprios indesejáveis são atribuídos a outras pessoas.
4. Regressão - retorno a formas de gratificação de fases anteriores, devido aos conflitos que surgem em estágios posteriores do desenvolvimento.
5. Racionalização - substituição do verdadeiro, porém assustador, motivo do comportamento por uma explicação razoável e segura.
6. Negação - recusa consciente para perceber fatos perturbadores. Retira do indivíduo não só a percepção necessária para lidar com os desafios externos, mas também a capacidade de valer-se de estratégias de sobrevivência adequadas.
7. Deslocamento - redireccionamento de um impulso para um alvo substituto.
8. Anulação - através de uma acção, busca-se o cancelamento da experiência prévia e desagradável.
9. Interjeição - estreitamente relacionada com a identificação, visa resolver alguma dificuldade emocional do indivíduo, ao tomar para a própria personalidade, certas características de outras pessoas.
10. Sublimação - parte da energia investida nos impulsos sexuais é direccionada à consecução de realizações socialmente aceitáveis (e.g., artísticas ou científicas).
Em suma, a teoria de Freud constituiu uma importante contribuição histórica. Fez-nos tomar consciência dos pensamentos e emoções inconscientes, da ambivalência das relações precoces de pais e filhos, e da presença, desde o nascimento, de pulsões sexuais. O seu método psicanalítico influenciou muito a psicoterapia actual, embora a teoria freudiana se inscreva largamente na história e sociedade da época (na cultura europeia da época Vitoriana).
Bibliografia:
Livro de Psicologia “Mundo da Criança” de Diane E. Papalia, Sally Wendkos Olds e Ruth Duskin Feldman.
Dentre os demais subtemas tratados no texto sobre as teorias de Freud, a mais relevante e atual, em minha opinião, é sobre a ansiedade e seus mecanismos de defesa. Este é um dos problemas que mais tem atingido a sociedade moderna, com todas as suas características de individualismo e liquidez. É comum ver os casos de ansiedades citados, principalmente a perda de identidade, que move as pessoas a forjarem uma máscara para o público.
ResponderExcluirAlém disso, é comum ver também a atuação dos mecanismos de defesa nos problemas pessoais na sociedade atual. Nota-se uma forte tendência a "empurrar os problemas para debaixo do tapete" ou a crença de que se os ignorar, uma hora sumirão. Isso se potencializa com a condição do ego do indivíduo, que pode levar esse comportamento de negação a se tornar um extremo, como um vício ou transtorno psicológico.
A exemplo disso, tem-se o livro Métrica, da autora Colleen Hoover, que dentre outros temas, aborda a morte da mãe da protagonista por câncer de pulmão. Ao saber que sua mãe tinha a doença (perda de um objeto desejado), a protagonista em seu estado de choque entra em negação (que também é uma das fases do luto). Isso gera um estado de compulsão, devido seu ego querer proteger sua personalidade contra a ameaça (o fato de se tornar órfã, uma vez que na história, seu pai havia morrido há pouco tempo).
De forma geral, fica claro que as teorias de Freud ainda são muito pertinentes a sociedade moderna e que servem como base para entendimento,e diagnóstico, de diversas situações cotidianas, estando presentes até mesmo num new adult, embora tenham sido aprimoradas na psicanálise atual.
Aluna: Isabelle Cristine 3ºA
O que determina o que são percepções do consciente e do subconsciente os sentimentos que nutrimos em relação a determinado assunto. Quando se trata de algo que nos é relembrado constantemente ou que temos a intuição de ser importante, é algo consciente. Já o inconsciente se manifesta em nossa tentativa de, por trauma, desprezo ou insignificância, deixar determinado assunto de lado.
ExcluirJá em nível de personalidade, é possível associar o ID a uma memoria de computador, que recebe o mesmo nome, é um reservatório onde tudo é armazenado e então explainado quando solicitado. Já o ego diz respeito ao nosso controle, à associação dos nossos desejos com os valores de “certo e errado”, “adequado e inadequado”. O ego nos guia de acordo com os ensinamentos que nos são dados a respeito de como se portar, reprimindo os desejos e sensações que são inapropriadas, contrárias ao que se espera.
Com intuito de associar essa antítese presente em nosso cérebro, surgem os mecanismos de defesa, responsáveis por exprimir o sentimento entre o querer e o poder.
ALUNA: BEATRIZ MOREIRA FERRAZ 3A
Pode-se afirmar que, a partir do texto, Freud indiscutivelmente estava à frente da sua época e quaisquer das suas teorias foram e são de total influência e importância nas áreas psicoanalíticas e nas áreas de saúde mental, criando um vasto campo de afirmações que ajudam a descrever e caracterizarar o "ser" de uma pessoa, que como já dito e usado como exemplo, pode-se atribuir ao mecanismo de defesa, visto como um problema relacionado ao cotidiano e vida pessoal.
ResponderExcluirAo fazer uma análise da sociedade, é certo afirmar que todas as pessoas possuem problemas em seu dia a dia, e algumas, problemas pessoais que afetam crucialmente seu estado psicológico, e graças a isso, o cérebro procura uma forma de refúgio e sendo assim, o corpo utiliza desses mecanismos de defesa que além de atuaram nas ocasiões de "empurrar os problemas para debaixo do tapete" já falado, atua também na repressão de ideias, que seria quando uma certa experiência afetou tanto o estado mental da pessoa que o cérebro dela joga essa experiência de vida para o inconsistente, de modo que ela não lembre. Muito o que se acontece como por exemplo, é quando uma criança que é abusada por um dos pais e, mais tarde, não tem lembrança dos acontecimentos, mas tem problemas para formar relacionamentos.
Aluno: Matheus Mendes 3°A Centro
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ResponderExcluirNão necessariamente todos tinha que concordar com Freud pois , ele era de ideais considerados para frente de sua época e sendo assim algumas pessoas não tinham o mesmo raciocínio ou desenvolvimento mental para entender o que ele realmente desejava explicar.
ResponderExcluirFreud explica em seus estudos a existência de mecanismos de defesa frente à problemática da ansiedade. Esse processo psíquico inconsciente consiste em uma forma específica de aliviar o Ego do estado de tensão, que acaba por falsificar a natureza da ameaça vivenciada pelo indivíduo e a reprime. Os traumas em decorrência da ansiedade, por exemplo, se não resolvidos, ficam no inconsciente (receptáculo para essas lembranças).
ResponderExcluirÉ importante salientar que as perturbações emocionais são consequências das experiências reprimidas nos primeiros anos de vida. Um distúrbio resultante disso é o Transtorno Dissociativo de Personalidade, que consiste na coexistência de duas ou mais personalidades distintas que se alternam em um mesmo indivíduo. Essa doença está diretamente associada a experiências devastadoras, como abusos sexuais ocorridos na infância. Pode-se dizer que a pessoa que enfrenta com frequência essas situações faz uso de dois mecanismos de defesa: o de repressão e de projeção. Observa-se que, inicialmente, o evento é repreendido e pressionado para o inconsciente. Porém, a repetição dessa experiência perturbadora faz com que haja uma projeção, ou seja, uma nova personalidade é criada, e ela será a responsável por vivenciar as experiências que o indivíduo não consegue suportar.
Para a Psicanálise, algumas lembranças, em especial as dolorosas, podem ser mantidas no inconsciente por representarem uma ameaça. Freud dizia que as memórias virão à tona de maneira espontânea, caso o sujeito fique pronto em algum momento. Entretanto, nota-se um aumento de relatos de pessoas que supostamente recuperaram lembranças traumáticas da infância, mas que na realidade são apenas fantasias. A recordação dos traumas é útil para o esclarecimento de uma série de crimes, e por isso a falsa memória pode se tornar um grande problema na investigações. Logo, cabe à ciência cautela para conseguir distinguir uma lembrança reprimida verdadeira, que acabou sendo recuperada, da memória falsa implantada.
Concordo perfeitamente com o apontamento de Camila completo assim sua fala abordando que Freud descreveu três estruturas da personalidade. O id é primitivo, fonte dos impulsos biológicos, ele é inconsciente. O ego é a parte racional da personalidade que lida com o mundo real. É a estrutura mais consciente da personalidade (embora não totalmente consciente). O Superego consiste nas regras e idéias da sociedade que foram interiorizados pelo indivíduo. Parte do superego é consciente, mas uma grande parcela dele permanece inconsciente.
ResponderExcluirFreud imaginava a constante luta dentro da personalidade quando o ego é pressionado pelas forças contrárias insistentes. O ego deve tentar retardar os ímpetos agressivos e sexuais do id, perceber e manipular a realidade para aliviar a tensão resultante, e lidar com a busca do superego pela perfeição. E, quando o ego é pressionado demais, o resultado é a condição definida por Freud como ansiedade.
Excluir*Id: fonte de energia psíquica e o aspecto da personalidade relacionado aos instintos.
**Ego: aspecto racional da personalidade responsável pelo controle dos instintos.
***Superego: o aspecto moral da personalidade, produto da internalização dos valores e padrões recebidos dos pais e da sociedade.
As comparações de "dependência" de cada um, aprimora o conhecimento sobre personalidade, mesmo sendo colocado em questão, e sendo bem polêmico ate hoje, pois muitos ainda não acham plausível a teoria psicanalítica de Freud.
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ResponderExcluirFreud pouco tempo depois,abandonou a hipnose e adotou o método das livres associações, um passo decisivo para o desenvolvimento da psicanálise. Passou a dispor de um instrumento para penetrar nas regiões mais obscuras do inconsciente, o que constitui o objetivo fundamental da chamada psicologia de profundidade, onde o paciente começa a falar tudo que lhe vem à mente revelando memórias reprimidas causadoras das neuroses.
ResponderExcluirDurante dez anos Freud trabalhou sozinho no desenvolvimento da psicanálise. As ideias de Freud procuraram explicar os vários comportamentos do psiquismo humano, entre eles, o consciente e o inconsciente, o recalque e a sublimação, o sentido dos sonhos, a evolução sexual, o complexo de Édipo, o complexo de Electra, o complexo de castração, a histeria, a neurose.
Com isso Freud descreveu três estruturas de personalidades:
ID: Constitui o reservatório de energia psiquica, é onde se localizam as pulsões de vida e de morte.
EGO: É o sistema que estabelece o equilíbrio entre as exigências do id, as exigências da realidade e as ordens do superego.
SUPEREGO: Origina-se com o complexo do Édipo, apartir da internalização das proibições, dos limites e da autoridade.
Concordo, Freud acreditava que pacientes com distúrbios psicológicos eram capazes de lidar melhor com seus conflitos conversando com o terapeuta.Ele propôs ainda a interpretação de sonhos e a livre associação como métodos para acessar camadas mais profundas da mente e buscar ali a cura.
ExcluirO Ego:
Comandada pelo “princípio da realidade”, essa parte é aquela que mostramos aos outros.
O Id:
Responsável pelos nossos impulsos mais primitivos: as paixões, a libido, a agressividade.
O Superego:
Também chamado de “ideal do ego”, tem a função de conter os impulsos do id.
Aluna: Michelle Santos Brito- 3°C
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ResponderExcluirFreud criador da psicanàlise foi de extrema importancia e apresentou uma das principais contribuições para a ciência. Com a teoria psicanalítica pretendia explicar os fundamentos da mente humana, além disso, a partir dessa explicação, ela se transformou num método de tratamento para diversos transtornos mentais, passando assim a tornar possivel ajudar um grande numero de pessoas que passavam por esse tipo de problema.
ResponderExcluirUm dos metodos que ele untilizou em tratamentos ,foi pela interpretação dos sonhos de cada paciente e o da associação livre onde ele pedia para que essas pessoas falassem qualquer coisa que lhes viesse à cabeça.
Com este método ele era capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, aqueles sentimentos que seus pacientes guardavam somente para si, após desvendá-los ele os estimulava a colocarem esses sentimentos para fora. Desta forma ele conseguiu curar muitas doenças mentais.
Opção candeias 3°ano c
Aluna:Georgia fernandes
Freud criador da psicanàlise foi de extrema importancia e apresentou uma das principais contribuições para a ciência. Com a teoria psicanalítica pretendia explicar os fundamentos da mente humana, além disso, a partir dessa explicação, ela se transformou num método de tratamento para diversos transtornos mentais, passando assim a tornar possivel ajudar um grande numero de pessoas que passavam por esse tipo de problema.
ResponderExcluirUm dos metodos que ele untilizou em tratamentos ,foi pela interpretação dos sonhos de cada paciente e o da associação livre onde ele pedia para que essas pessoas falassem qualquer coisa que lhes viesse à cabeça.
Com este método ele era capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, aqueles sentimentos que seus pacientes guardavam somente para si, após desvendá-los ele os estimulava a colocarem esses sentimentos para fora. Desta forma ele conseguiu curar muitas doenças mentais.
Opção candeias 3°ano c
Aluna:Georgia fernandes
Esse psicanalista, através do método da associação livre, fez com que seus pacientes falassem qualquer coisa que lhes viessem à cabeça, tornando-se capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, os que guardavam somente para si e, ao conseguir desvendá-los, estimulava esses indivíduos a expressá-los, conseguindo curar muitas doenças mentais e apresentou uma das principais contribuições para a ciência devido a isso e através de alguns de seus livros: Psicologia da Vida Cotidiana, Totem e Tabu, A interpretação dos sonhos e O Ego e o Id, abordou temas que não eram abordados, considerados errados do ponto de vista social e religioso, como a permissão da satisfação de alguns sentimentos.
ExcluirOpção Candeias, 3ª série C
Aluna: Ana Beatriz Morais Santos
Esse psicanalista, através do método da associação livre, fez com que seus pacientes falassem qualquer coisa que lhes viessem à cabeça, tornando-se capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, os que guardavam somente para si e, ao conseguir desvendá-los, estimulava esses indivíduos a expressá-los, conseguindo curar muitas doenças mentais e apresentou uma das principais contribuições para a ciência devido a isso e através de alguns de seus livros: Psicologia da Vida Cotidiana, Totem e Tabu, A interpretação dos sonhos e O Ego e o Id, abordou temas que não eram abordados, considerados errados do ponto de vista social e religioso, como a permissão da satisfação de alguns sentimentos.
ExcluirOpção Candeias, 3ª série C
Aluna: Ana Beatriz Morais Santos
Curiosidades da teoria do inconsciente e o início do método psicanalista:
Excluir- Interpretação do sonho: se uma das formas através das quais os nossos desejos se manifestam é por meio dos sonhos, estes precisam ser estudados. Os sonhos permitem que os traumas e os conflitos venham à tona para que possam ser resolvidos. Somos aquilo que sonhamos e sonhamos aquilo que somos.
- A cultura: é um meio de configurar o sujeito assim como ela mesma é configurada por ele. Uma retroalimentação. Cada época tem as suas peculiaridades e suas maneiras de ser que devem ser estudadas pelo psicanalista para entender quais são os efeitos no paciente.
- O Complexo de Édipo: esta talvez seja a maior curiosidade da teoria do inconsciente. Freud apontou nas suas pesquisas que o homem se move por instintos e um deles é conhecido como o “assassinato do pai”. A figura da mãe se transforma na reveladora, na essencial, e um dos desejos do sujeito é a substituição da figura do pai.
A cultura, como foi citado, tem um forte papel na realização do “ego”. Desta maneira, ela é a encarregada de fazer com que o desejo não se realize, levando à moral e à religião. A repressão e o complexo de Édipo podem chegar a ser patológicos.
Opção Candeias, 3ª Série C
Letícia Melo
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ResponderExcluirTodo o pensamento e teorias de Freud tinham uma base de raciocínio a frente de seu tempo,dificultando assim a compreensão dos demais.No entanto,não significante que suas teorias estavam ou estão erradas.Como exemplo temos teoria de interpretação dos sonhos que tem raciocínio não tão complexo nos dias atuais mas que teve uma grande dificuldade de entendimento na época de criação e que não foi muito bem aceita por alguns,tornando-se mais tarde nos dias atuais bastante aceitável e até mesmo base de estudos.
ResponderExcluirSigmund Freud, foi um médico neurologista e criador da Psicanálise.
ResponderExcluirFreud iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pacientes com histeria. Ao observar a melhora de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica.
Atualmente, muitas críticas tem sido feitas ao método psicanalítico, porém, por mais que a ciência moderna avance, muitos dos conceitos estruturadores da psiquê humana e os resultados obtidos pela aplicação do método continuam melhorando a qualidade de vida de muitas pessoas. Nota-se que a revolução promovida por Freud abriu caminhos para estudos que antigamente se encontravam em um plano imaginário. A criação de um método clínico a serviço do diagnóstico e tratamento de doenças da psiquê é um fato sem igual em toda a história da ciência. Porém é de se constatar certamente que em muitos escritos de Montaigne e de Pascal a ideia da autoanálise já era usada para explicar problemas subjetivos usando a lógica vigente, transformando os problemas do ser e de seu inconsciente em desafios universais, com os quais todos os homens se deparam.
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aluna:Rayssa Souza 3ºano A
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ResponderExcluirA Psicanálise já se incorporou ao nosso dia-a-dia. Palavras como inconsciente, líbido, ou neurose viraram de uso comum, embora nem sempre se saiba o ue querem dizer. Quando surgiu, porém, no final do século passado, essa teoria foi combatida ferozmente e seu autor, Sigmund Freud, submetido a pesadas acusações. Mas não desanimou. O que o movia era a vontade de explicar, antes de tudo, a si mesmo e vencer os demônios que o atormentavam.
ResponderExcluirEssa busca do autoconhecimento consumiu-lhe três anos e permitiu que libertasse do porão da memória episódios traumáticos da infância como a morte do irmão menor e a culpa que isso lhe provocou ou a perturbadora visão da mãe nua. Para defender-se dos fantasmas do passado, ele havia transformado a própria infância numa paisagem nublada, quase irreconhecível. Mas ao dissipar-se a névoa, graças ao extraordinário esforço para reconstituir o tempo esquecido, percebeu que, sem saber, passara a vida tratando de impedir que aquilo que lhe pareceu uma profecia paterna se cumprisse. Conseguiu, como se sabe. Fundador da Psicanálise, um dos mais originais pensadores dos tempos modernos, Sigmund Freud a tal ponto marcou a ciência, a cultura, a arte e a vida das pessoas que já nem se pode imaginar o século XX sem ele.
Seu interesse pela mente humana manifestara-se anos antes da autoanálise que acabaria abrindo as portas para um novo território do conhecimento—com certeza em 1882, quando era médico-residente no Hospital Geral de Viena e tornou-se assistente do anatomista Theodor Meynert, o todo-poderoso chefe do Departamento de Neuropatologia. A trajetória de Freud havia sido, até ali, uma seqüência de brilhantes sucessos.
Colégio Opção - Candeias
Marcos Menezes- 3° ano C
A Psicanálise já se incorporou ao nosso dia-a-dia. Palavras como inconsciente, líbido, ou neurose viraram de uso comum, embora nem sempre se saiba o ue querem dizer. Quando surgiu, porém, no final do século passado, essa teoria foi combatida ferozmente e seu autor, Sigmund Freud, submetido a pesadas acusações. Mas não desanimou. O que o movia era a vontade de explicar, antes de tudo, a si mesmo e vencer os demônios que o atormentavam.
ResponderExcluirEssa busca do autoconhecimento consumiu-lhe três anos e permitiu que libertasse do porão da memória episódios traumáticos da infância como a morte do irmão menor e a culpa que isso lhe provocou ou a perturbadora visão da mãe nua. Para defender-se dos fantasmas do passado, ele havia transformado a própria infância numa paisagem nublada, quase irreconhecível. Mas ao dissipar-se a névoa, graças ao extraordinário esforço para reconstituir o tempo esquecido, percebeu que, sem saber, passara a vida tratando de impedir que aquilo que lhe pareceu uma profecia paterna se cumprisse. Conseguiu, como se sabe. Fundador da Psicanálise, um dos mais originais pensadores dos tempos modernos, Sigmund Freud a tal ponto marcou a ciência, a cultura, a arte e a vida das pessoas que já nem se pode imaginar o século XX sem ele.
Seu interesse pela mente humana manifestara-se anos antes da autoanálise que acabaria abrindo as portas para um novo território do conhecimento—com certeza em 1882, quando era médico-residente no Hospital Geral de Viena e tornou-se assistente do anatomista Theodor Meynert, o todo-poderoso chefe do Departamento de Neuropatologia. A trajetória de Freud havia sido, até ali, uma seqüência de brilhantes sucessos.
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Marcos Menezes- 3° ano C
A Psicanálise já se incorporou ao nosso dia-a-dia. Palavras como inconsciente, líbido, ou neurose viraram de uso comum, embora nem sempre se saiba o ue querem dizer. Quando surgiu, porém, no final do século passado, essa teoria foi combatida ferozmente e seu autor, Sigmund Freud, submetido a pesadas acusações. Mas não desanimou. O que o movia era a vontade de explicar, antes de tudo, a si mesmo e vencer os demônios que o atormentavam.
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História
Freud explicou
A Psicanálise já se incorporou ao nosso dia-a-dia. Palavras como inconsciente, líbido, ou neurose viraram de uso comum, embora nem sempre se saiba o ue querem dizer. Quando surgiu, porém, no final do século passado, essa teoria foi combatida ferozmente e seu autor, Sigmund Freud, submetido a pesadas acusações. Mas não desanimou. O que o movia era a vontade de explicar, antes de tudo, a si mesmo e vencer os demônios que o atormentavam
Por Da Redação
access_time 30 nov 1987, 22h00 - Atualizado em 31 out 2016, 18h13
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José Tadeu Arantes
Quando tinha 7 anos, Sigmund Freud ouviu o pai dizer num momento de mau humor: “Esse menino nunca vai ser nada na vida”. Ele só tornaria a lembrar essa frase, a muito custo, aos 41 anos. Então, naquele finzinho do século XIX, era um médico brilhante em Viena, a celebrada capital do Império Austro-Húngaro. Era também um cientista fascinado pelos mistérios do psiquismo humano e isso o levou a empreender uma longa e dolorosa viagem ao interior de si mesmo.
Essa busca do autoconhecimento consumiu-lhe três anos e permitiu que libertasse do porão da memória episódios traumáticos da infância como a morte do irmão menor e a culpa que isso lhe provocou ou a perturbadora visão da mãe nua. Para defender-se dos fantasmas do passado, ele havia transformado a própria infância numa paisagem nublada, quase irreconhecível. Mas ao dissipar-se a névoa, graças ao extraordinário esforço para reconstituir o tempo esquecido, percebeu que, sem saber, passara a vida tratando de impedir que aquilo que lhe pareceu uma profecia paterna se cumprisse. Conseguiu, como se sabe. Fundador da Psicanálise, um dos mais originais pensadores dos tempos modernos, Sigmund Freud a tal ponto marcou a ciência, a cultura, a arte e a vida das pessoas que já nem se pode imaginar o século XX sem ele.
Seu interesse pela mente humana manifestara-se anos antes da autoanálise que acabaria abrindo as portas para um novo território do conhecimento—com certeza em 1882, quando era médico-residente no Hospital Geral de Viena e tornou-se assistente do anatomista Theodor Meynert, o todo-poderoso chefe do Departamento de Neuropatologia. A trajetória de Freud havia sido, até ali, uma seqüência de brilhantes sucessos.
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Marcos Menezes- 3° ano C
Concordo com o comentário de Marcos, ao dizer que a psicanálise está incorporada em nosso dia a dia, pois acredito que a psicanálise seja um estudo mais aprofundado de nossas personalidades, vista que estamos convivendo com pessoas e personalidades tão distintas. Contudo, Freud acredita que as doenças mentais não são de natureza genética e sim produtos de desejos reprimidos no inconsciente,por isso seu fascínio pela mente humana, dessa forma, seu estudo foi voltado para pacientes com sintomas neuróticos e histéricos, o que me faz voltar a personalidade,esses pacientes de certa forma tinham problemas de personalidade,e Freud conseguiu os libertar dos problemas,criando um ambiente seguro,acessando o inconsciente destes e fazendo uma análise do comportamento dos mesmos. Colégio Opção- Centro Ana Carla Mesquita- 3ºano A
ExcluirA analise de marcos foi bastante esclarecedora e objetiva.Concordo com o ver dele sobre Freud mas acho que deveria ver que um ponto a ser levado em conta sobre o inconsciente é que ele introduz na dimensão da consciência uma opacidade. Isto indica um modelo no qual a consciência aparece, não como instituidora de significatividade, mas sim como receptora de toda significação desde o inconsciente. Pode-se prever que a mente inconsciente é um outro "eu", e essa é a grande ideia de que temos no inconsciente uma outra personalidade atuante, em conjuntura com a nossa consciência, mas com liberdade de associação e ação , que enfatiza o que marcos abordou.
ResponderExcluirIsaque Alexandre 3 ano A -Centro
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ResponderExcluirProvavelmente a contribuição mais significativa que Freud fez ao pensamento moderno é a de tentar dar ao conceito de inconsciente um status científico (não compartilhado por várias áreas da ciência e da psicologia). Seus conceitos de inconsciente, desejos inconscientes e repressão foram revolucionários; propõem uma mente dividida em camadas ou níveis, dominada em certa medida por vontades primitivas que estão escondidas sob a consciência e que se manifestam nos lapsos e nos sonhos.
ResponderExcluirHugo Souza 3° Ano A
Como meu caro amigo Hugo mencionou, a partir de sua teoria, este grande psicanalista resolveu tratar esses casos através da interpretação dos sonhos das pessoas e também através do método da associação livre, neste último ele fazia com que seus pacientes falassem qualquer coisa que lhes viessem à cabeça. Com este método ele era capaz de desvendar os sentimentos “reprimidos", ou seja, aqueles sentimentos que seus pacientes guardavam somente para si, após desvendá-los ele os estimulava a colocarem esses sentimentos para fora. Desta forma ele conseguiu curar muitas doenças mentais.
ResponderExcluirPaulo Sérgio - 3º A
Os conceitos da teoria de Freud passaram por diversas interpretações entre seus seguidores, , os conceitos e discursões sobre a psicanálise, bem como as interpretações sobre o inconsciente e consciente, que gerou uma gama de conceitos posteriores. As noções de pulsãosexuais e seus objetivos. A sexualidade infantil e suas fases, que geraram certas discursões no inicio que foi apresentada por Freud, tornando-se uns dos seus principias temas. Os conceitos e os significados da libido, e outros temas relacionados sobre a psicanálise.
ResponderExcluirJoão Henrique - 3° A centro
Comenta-se a distinção freudiana entre a sexualidade, como um fato observável, e a libido, como uma hipótese especulativa, mostrando que, para Freud, a suposição de uma energia específica para a pulsão sexual corresponde a um conceito que tem validade apenas instrumental — ou seja, heurística — não sendo uma referência empírica objetiva. Salienta-se que Freud não considera os conceitos desse tipo — especulativos — o fundamento da sua ciência, mas sim o cume substituível do edifício teórico da psicanálise.
ResponderExcluirA sexualidade não é a libido. Quando Freud se refere aos fenômenos observáveis relativos à vida sexual (seja no seu sentido estrito, seja no expandido, mais adequado à psicanálise), ele está apoiado em dados passíveis de comprovação empírica. Mas, ao dizer libido, Freud associa esse mesmo conjunto de fatos empíricos a uma suposta energia psíquica: a energia das pulsões sexuais. Pretendo mostrar que, para Freud, a libido não corresponde a um conceito do qual se espera uma referência empírica objetiva, mas sim uma especulação teórica, de valor apenas heurístico, ou seja, útil para explicar determinados fatos psíquicos.
ResponderExcluir3 ano centro
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ExcluirConcordo plenamente com Emile. Porque para Freud a contribuição teórica mais especial é a de que o comportamento é governado por processos inconscientes e não somente pelos processos conscientes. Freud explica a libido como uma pulsão sexual instintiva existente desde o nascimento, e esta é a força motivadora do comportamento.
ExcluirMateus William Silva Soares de Sá - 3ª serie C Candeias
A justificativa freudiana para a hipótese da existência do inconsciente é freqüentemente reduzida aos seus elementos empíricos ou a um argumento meramente heurístico. Trata-se aqui, primeiramente, de discutir a estratégia que Freud utiliza para incorporar o conceito de inconsciente em sua teoria; a seguir, de recapitular os diversos argumentos elaborados para justificá-lo; e, por fim, de reconstruí-los sistematicamente, procurando evidenciar os aspectos semânticos e conceituais do quadro teórico no qual as provas empíricas se inserem, assim como sua convergência com estratégias argumentativas contemporâneas de programas de investigação psicológica (as ciências da cognição, por exemplo) que também operam com a hipótese do inconsciente. Georgy C.M.Publio 3c
ResponderExcluirA psicanálise é uma teoria que possui como característica inicial o determinismo psíquico, sua função é explicar que nada ocorre por acaso, ou seja, não há descontinuidade na vida mental. Cada evento mental tem explicação consciente ou inconsciente, mas eles ocorrem tão espontaneamente, que Freud os descreve ligando um evento consciente a outro.
ResponderExcluirO psiquismo humano é encarado por Freud como um iceberg, do qual apenas uma pequena parte emerge da superfície da água.
A parte emersa corresponde ao consciente . Nele estão os raciocínios, os pensamentos e as percepções que a pessoa é capaz de voluntariamente evocar e controlar segundo as suas necessidades ou desejos e conveniências do meio social.
Mateus William Silva Soares de Sá - 3ª série C Candeias
Sigmund Freud
ResponderExcluirA religião é um sistema de doutrinas e promessas que, por um lado, lhe explicam os enigmas deste mundo com perfeição invejável e que, por outro lado, lhe garantem que uma Providência cuidadosa velará por sua vida e o compensará, numa existência futura, de quaisquer frustrações que tenha experimentado aqui. O homem comum só pode imaginar essa Providência sob a figura de um pai ilimitadamente engrandecido. Apenas um ser desse tipo pode compreender as necessidades dos filhos dos homens, enternecer-se com suas preces e aplacar-se com os sinais de seu remorso. Tudo é tão patentemente infantil tão estranho à realidade, que, para qualquer pessoa que manifeste uma atitude amistosa em relação à humanidade, é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida. Mais humilhante ainda é descobrir como é vasto o número de pessoas de hoje que não podem deixar de perceber que essa religião é insustentável e, não obstante isso, tentam defendê-la, item por item, numa série de lamentáveis atos retrógrados.DIEGO CORREIA BRITO 3° SÉRIE C CANDEIAS
Segundo Freud, a formação da personalidade está relacionada com o desenvolvimento do instinto sexual, que se inicia no primeiro ano de vida. As diferenças individuais são marcadas pelos desenvolvimentos dos estágios psicossexuais e suas características. Se os problemas de cada fase não forem resolvidos adequadamente, ou seja, se não forem experimentados com a satisfação adequada nas atividades de cada fase, a pessoa pode se tornar fixada por certa fase e procurar durante o resto da vida obter o prazer de maneira neurótica.
ResponderExcluirALUNO: FERNANDO 3A
Segundo Freud, a formação da personalidade está relacionada com o desenvolvimento do instinto sexual, que se inicia no primeiro ano de vida. As diferenças individuais são marcadas pelos desenvolvimentos dos estágios psicossexuais e suas características. Se os problemas de cada fase não forem resolvidos adequadamente, ou seja, se não forem experimentados com a satisfação adequada nas atividades de cada fase, a pessoa pode se tornar fixada por certa fase e procurar durante o resto da vida obter o prazer de maneira neurótica.
ResponderExcluirALUNO: FERNANDO 3A
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ResponderExcluirConcordo,Em Freud, a função sexual encontra-se em existência desde o próprio início da vida do indivíduo, embora no começo esteja ligada a outras funções vitais e não se torne independente delas senão depois; ela tem de passar por um longo e complicado processo de desenvolvimento antes de tornar-se aquilo com que estamos familiarizados como sendo a vida sexual normal do adulto. De início a função sexual é não centralizada e predominantemente auto-erótica. A sexualidade começa por manifestar-se na atividade de todo um grande número de pulsões componentes; estas estão na dependência de zonas erógenas do corpo; atuam independentemente umas das outras numa busca de prazer e encontram seu objetivo, na maior parte, no corpo do próprio indivíduo.
ResponderExcluirAna Carolina 3 ano centro
Entendo a psicanálise freudiana como uma teoria que se fundamenta em teses diferentes das usadas pela psicologia experimental.Na concepção de Freud, que vai além da simples visão médica, a doença é a manifestação de “conflitos” localizados no psiquismo de todo homem. Não quer apenas curar, mas investigar o que é o homem enquanto tal, ou seja, o ser humano supostamente são.
ResponderExcluirA ideia diretriz do pensamento de Sigmund Freud é que há algo de verdadeiramente profundo na atitude natural das pessoas a respeito de si mesmas e de seus atos. Para Freud, não há nada sem uma razão de ser: um gesto, uma palavra, uma recordação, um esquecimento. Todos esses fatos têm íntima relação com o inconsciente. Por isso, deteve os seus estudos nos sintomas neuróticos, nos atos falhos, nos sonhos e nos demais assuntos correlatos. A tese do inconsciente freudiano é a tese de que a pessoa vai passando por experiências. Essas experiências, uma vez registradas em nosso cérebro, nunca mais se perdem, pois elas ficam guardadas no inconsciente do sujeito. E, sempre que for solicitada, pode vir à tona por meio de uma lembrança. Por isso, procurou criar vários métodos de auto-análise, no sentido de extrair do indivíduo aqueles dados que estavam perdidos. Uma vez recuperados, poderiam servir de subsídios para a cura das diversas patologias da alma humana.
Daniela Brito - 3° A
Na verdade,nem todos tinha que concordar com Freud, até porque ele tinha ideais que eram vistos como adiantados, com isso algumas pessoas não tinham a capacidade de entender com pureza de detalhes o que ele queria dizer.
ResponderExcluirAlexandre Morais - 3º A
A psicanálise de Freud veio com objetivo de compreender, investigar e tratar a psique humana, realmente à população do século XX ainda era desprovida de conhecimentos nessa área, porém tratava de um assunto corriqueiro e instigante para o homem, despertando assim curiosidade. A psicanálise é uma teoria sobre a personalidade humana e um dos métodos da psicoterapia, na época sua principal meta era tratar de doenças nervosas funcionais. Sua tese se baseia principalmente no fato que as idéias e experiências ficam guardadas no inconsciente da pessoa e por isso se baseava em um tratamento conhecido como método de Associação Livre, que é deixar o paciente relaxado e fazer com que ele se sinta livre para falar o que vier a sua cabeça.
ResponderExcluirFreud explica em seus estudos a existência de mecanismos de defesa frente à problemática da ansiedade. Esse processo psíquico inconsciente consiste em uma forma específica de aliviar o Ego do estado de tensão, que acaba por falsificar a natureza da ameaça vivenciada pelo indivíduo e a reprime. A psicanálise de Freud veio com objetivo de compreender, investigar e tratar a psique humana, realmente à população do século XX ainda era desprovida de conhecimentos nessa área, porém tratava de um assunto corriqueiro e instigante para o homem, despertando assim curiosidade.Por isso, procurou criar vários métodos de auto-análise, no sentido de extrair do indivíduo aqueles dados que estavam perdidos. Uma vez recuperados, poderiam servir de subsídios para a cura das diversas patologias da alma humana.
ResponderExcluirAluna: Janaína Tavares Dos Santos/3 ano A
O inconsciente é o objeto de estudo da psicanálise e, para as linhas dinâmicas, ele é o responsável pela organização do psiquismo humano, é a base de toda a vida psíquica. Para as abordagens psicodinâmicas, os fenômenos conscientes são apenas uma manifestação do inconsciente. Outras manifestações do inconsciente são o sonho, a histeria, atos falhos, lapsos e outras.
ResponderExcluirColégio:Opção Centro
Aluno:Philipe Rocha Teixeira. 3 Ano A
Pode ocorrer que uma representação mental ou qualquer outro elemento psíquico
ResponderExcluiresteja neste instante presente na minha consciência, no momento seguinte dela
desapareça e, após um intervalo, reapareça inalterada na consciência, não devido ao
acréscimo de uma nova percepção sensorial, mas a partir do que designamos como
memória. Para explicar esse fenómeno, vemo-nos obrigados a supor que durante esse
intervalo, embora tenha permanecido latente na consciência, a representação continuou
presente em nossa psique. Contudo, quanto à configuração dessa representação no
período em que esteve latente na consciência e simultaneamente presente na vida
psíquica, não temos como fazer nenhuma suposição.
Freud representa o auge da crítica e, ao mesmo tempo, a sua decadência. A sua teoria psicanalítica provocou grandes rejeições e debates sobre a validade do método, mas o que não podemos criticar é o avanço que ela causou na filosofia, na psicologia e na medicina científica. Ego, id e superego: o próprio Freud amplifica a sua teoria exposta em 1915 sobre a mente humana e explica em 1923 que ela se divide em três partes. Por um lado, temos a parte consciente do sujeito, o “ego”, aquilo que somos de forma controlada e limitada; por outro lado, o “id” é o inconsciente regido pelo princípio do prazer. Por fim, está o “superego” fundamental em nosso desenvolvimento como pessoas.
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